A felicidade é um conceito curioso: quando se é demasiado
tempo feliz, normalmente significa que apenas não se conseguiu perceber que o
momento em que a felicidade bateu já passou e deu lugar a um comodismo
letárgico. Acredito que haja quem sinta um permanente estado de paz. O que não
acredito é em pessoas que estão em estado permanente de alegria. Essas pessoas
deveriam refletir e perguntar-se porque escapam à tristeza e a sofrimento,
escondendo-se debaixo de um sorriso que não passa de um reflexo muscular automático. Não renego a tristeza nem a necessidade de sofrer. Não por ser
mártir, mas por reconhecer que nesses momentos se esconde um verdadeiro tesouro
de ensinamentos. Aprendemos sobre nós, sobre os outros. Aprendemos a conhecer
os nossos maiores defeitos, aqueles que nem a nós mesmos queremos admitir que
temos. Aprendemos, também, a conhecer o poder da força interior e o valor das virtudes
que residem lado a lado com os defeitos. Ignorar o sofrimento é o equivalente a
ignorar um caminho que leva ao crescimento pessoal. Não agradeço a cruz que
carrego, já que sou egoísta o suficiente para não querer educação à bruta. No
entanto, todos os dias lhe reconheço potencial e agradeço os seus resultados.
Sem os momentos maus, se calhar nem conseguiria identificar os momentos bons
com clareza. E, de certeza, que sem os momentos maus, não saberia quem sou.
Apenas mais um blogue entre muitos outros. :) Não vai ter tema específico, vai ser apenas um diário sobre a minha vida.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Novo Mundo?
O mundo está a mudar. Sinto isso quando olho à minha volta.
As pessoas estão mais inquietas, menos acomodadas, mais combativas. Não se
resignam a um destino aleatório e lutam para que o destino não passe de uma
palavra no dicionário. Tenho de reconhecer que a degradação das condições de
vida a que assistimos teve o seu lado benéfico. A letargia e adormecimento
estão a dar lugar a espírito de união e força combativa. Talvez, depois desta
realidade, o futuro nunca mais venha a ser o mesmo. Talvez nunca mais se oiça
nas ruas “eu não posso fazer nada” ou “uma pessoa sozinha não tem força”. Ou talvez
seja apenas fruto da altura e, como a História tem vindo a comprovar, se volte
a esquecer que a união pode mudar o Mundo. Espero que não...
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Contos de fadas modernos
Todos crescemos com os contos de fadas. De uma maneira ou de
outra, as histórias do “era uma vez, num reino distante...” foram passadas de
pais para filhos. Todos vivemos um pouco do Gato das Botas, do João Pé de
Feijão, do Patinho Feio… E, principalmente as meninas, viveram um pouco de
Rapunzel, Cinderela, Branca de Neve… Habituaram-se à ideia do resgate de um príncipe
encantado perfeito, montado no cavalo branco, que as beijaria com o amor
verdadeiro e as levaria ao castelo onde viveriam felizes para sempre. Claro que
a realidade não podia estar mais longe dos contos de fadas! O cavalo branco
será um Opel Corsa de 2001, com a pintura já meia desgastada e cujos fusíveis
queimam à velocidade da luz. O castelo é o T1 ou T2 que demora uma vida a ser
pago, sempre carregado de tarefas domésticas chatas para serem feitas. O
príncipe encantado tem tantos defeitos como a bela princesa. E afinal de
contas, o que é mesmo o amor verdadeiro?! Isto pode dar uma sensação de frustração
permanente, caso não se aprenda a deixar os contos de fadas na infância. Relações
perfeitas são apenas uma quimera. Graças a Deus! Perfeição é coisa que não
almejo nem desejo. Além disso, nenhuma das muitas Cinderelas são
verdadeiramente princesinhas… Na verdade, na maioria dos casos, estão mais para
Super-Mulheres! Trabalham, cuidam da casa, cuidam dos filhos, cuidam de si e
cuidam dos que a rodeiam. Como é possível que muitas dessas mulheres não vejam
a verdade? Que não são seres frágeis que quebram ao primeiro sinal de abanão? Orgulho-me
da minha condição de Mulher diariamente. Orgulho-me de ser chata, de ser
teimosa, de responder torto, de ser pouco graciosa. Orgulho-me do meu príncipe
encantado, que tem tantos defeitos como eu. Orgulho-me da minha relação que
roça, volta e meia, os limites da loucura. Orgulho-me do meu castelo em forma
de T1 e do meu “cavalo branco” a cair de velho. Orgulho-me mais do que muito do
resultado de tanta imperfeição, que veio na forma de uma criança traquina e de
personalidade vincada. Acima de tudo, orgulho-me de não precisar de ser
resgatada da rainha má, porque sei que eu própria lhe daria cabo do canastro.
O “felizes para sempre” não podia estar mais longe da realidade. Ainda bem! Quem valoriza a felicidade, se nunca conheceu mais nada?
O “felizes para sempre” não podia estar mais longe da realidade. Ainda bem! Quem valoriza a felicidade, se nunca conheceu mais nada?
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Dar voz à revolta, JÁ!!!
Todos os dias, em todos os locais que frequento, oiço
queixas em relação aos nossos políticos. Oiço queixas sobre a sua natureza
corrupta, sobre as medidas de austeridade, sobre a vida regalada que têm à
nossa custa, sobre aquilo que fariam caso estivessem eles no poder. Em 90% dos
casos, sou obrigada a rir-me. Não porque ache graça aos assuntos dos quais se
queixam, até porque a maioria também afeta a mim e aos que amo. Rio-me porque,
nesses 90% dos casos, são pessoas que alternam os seus votos entre PSD e PS,
sem sequer se questionarem porquê. Rio-me porque essas pessoas vão visitar a
família no dia de greve, contentes por mais um dia em que não trabalham. Rio-me
porque algumas não sabem o poder do seu voto e muito menos o poder desses votos
todos juntos. Não podem esperar mudanças nos políticos se não lutarem por essas
mudanças! Ou acham que o 25 de Abril foi uma realidade conquistada por pessoas
que partilham piadas no café da esquina, saindo daí para o conforto do seu
sofá? Gostava de ter um país melhor para o meu filho. Gostava de poder ter a
confiança que o fiz parte de uma sociedade que não tem medo (ou preguiça) de
lutar pelo seu futuro. Infelizmente, não é essa a realidade que tenho
constatado nos últimos anos. Vejo diariamente pessoas tristes, conformadas com
o seu destino. Pessoas que podem e devem sair à rua para manifestarem com vigor
o seu descontentamento! Pessoas que podem e devem largar o conforto do seu
canto para lutarem! Não entendo porque oiço alguns reformados dizerem que já
passou a altura deles… Não entendo porque não estão mais jovens presentes nas
manifestações, como se o facto de não terem (ainda) poder de voto fosse fator
condicionante. E, acima de tudo, não entendo como é que pais e mães levam a sua
vida calmamente, resignadamente, sem lutarem pelo país dos seus filhos. Eu,
sozinha, não poderei fazer muito. Eu, juntamente com os demais, poderei fazer
tudo! Ainda não é tarde de mais, mas estamos perto disso. Portanto, e enquanto
ainda há tempo, vamos salvar-nos de todas as injustiças que temos sofrido em
silêncio. Se não o fizermos agora, então também não seremos merecedores de
outro destino para além deste.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Divergências de opinião
Por diversas razões, tenho pensado muito na questão da
divergência de opiniões. Duas pessoas (ou mais), que esgrimem argumentos com o
objetivo de darem a conhecer as suas posições sobre os mais diversos temas – e dando
também a conhecer uma parte do que são. Uns argumentos fazem sempre mais
sentido do que outros mas, com a exceção de algumas enormidades que nem sequer
têm direito a tempo de antena, penso que todos os argumentos são válidos. É
claro que depois, fica à personalidade de cada um a plena aceitação do que nos
é dito. Isso pode significar que, mesmo reconhecendo a validade dos argumentos,
não seremos capazes de compreender (com a aceitação que a compreensão traz) o
que nos é dito. Isso pode deixar um amargo na boca… Pode dar aquela vontade de
partir para a ignorância. É frustrante gastar o latim e sentir que foi
desperdício de tempo. É mais frustrante ainda sentir que a pessoa com quem
acabamos de divergir na opinião dada sente o mesmo. É quase impossível, durante
algum tempo (que varia sempre consoante o impacto do assunto ou a teimosia da
pessoa), evitar aquele sentimento que bate e traz vontade de gritar para
garantir que somos ouvimos, de elevar a voz até sentir compreensão. Porque as
divergências de opinião nascem da necessidade básica que as pessoas sentem em
serem ouvidas, compreendidas, aceites… E nem sempre isso é possível. Mas,
quando as pessoas acalmam e refletem sobre o que foi dito, podem conseguir
tirar uma lição importante. A discussão e os seus argumentos, sejam eles bem ou
mal apresentados, são uma manifestação de personalidade. Uns mais racionais, outros
mais emotivos, mas todos demonstram um pouco do que somos enquanto pessoas. E
escolher uma discussão em vez de calar é uma forma de atribuir importância à
pessoa com quem acabamos de embater! Por isso, as divergências de opinião,
mesmo quando todos concordem em discordar, não são más. São só mais uma
possibilidade de aprender coisas novas sobre quem nos rodeia, mesmo que,
durante uns minutos ou horas, a vontade seja de pedir paciência a Deus, sabendo
que se se pedir força, partimos a cara a alguém.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Sobre mudança e almas...
Um dia acordas e tudo parece no seu sítio. Os objetos estão
pousados onde os deixaste, as rotinas são as de ontem e anteontem, o Mundo está
no seu eixo. Algures pelo caminho, surge a catástrofe natural: um terramoto de
informação, seguido da respetiva avalanche de sentimentos. Uns são naturais e
de se esperar: as lágrimas, a raiva, talvez algum vazio… Isso, qualquer um
adivinha que será o que lhe espera quando alguém lhe pontapeia o Mundo e tudo
vira do avesso. O que não seria de esperar é aquele sentimento de estranheza,
como se, de repente, tudo fosse desconhecido. Questionas porque pousas as
chaves em cima da mesa da cozinha, em vez de as pousares na entrada de casa.
Intrigas-te sobre a razão de só escovares o cabelo depois de lavares os dentes,
se é exatamente igual quando invertes os movimentos. Não te lembras o que te
levou a escolheres aquele sítio como o melhor para estacionar o carro. Não
sabes porque é que essas coisas só acontecem a ti (mesmo reconhecendo automaticamente
que também acontecem aos outros). Só sabes com certeza e imediatamente que
aquele minuto em que a vida mudou (e que talvez seja mais ou menos minutos,
sabe-se lá?!), alguma coisa importante quebrou. Mais ou menos como quando se
parte uma perna: 2 minutos depois, já percebemos que a dor é lancinante, vai
demorar meses a ser curada e talvez até precises de fisioterapia para
recuperares da lesão. E partir a alma é assim mesmo, com duas grandes
desvantagens: não há analgésico que nos safe nem fisioterapeuta que nos valha.
Temos de suportar tudo a sangue frio e manter o resto Mundo no seu eixo. O
Mundo não espera por recuperações! O Mundo não tem tempo para isso.
Simplesmente gira uma e outra vez, incessantemente, desde sempre. O que fazer
nessa altura? Procurar uma band-aid e rezar para que mantenha tudo no sítio? Ou
simplesmente continuar a levantar de manhã, rezando para a alma partida sare
rapidamente e o Mundo volte a girar no seu eixo novamente? Há quem diga que as mudanças são boas. Talvez tenham razão. A mim, parecem apenas dolorosas.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Diz que sim...
Que amanhã faço anos... 29, já?! Eu não me sinto com 29 anos! Enfim, lá vai ter de ser. Pelo menos é véspera de S. João e, como é fim-de-semana, vou poder passar o dia com os meus homens (pronto, e com o resto da família também mas o marido e o filhote são prioritários!). Temos uma passeata boa planeada e pode ser que me esqueça das coisas más - tipo desemprego - e só veja as coisas boas!
Já agora: muito obrigada Selecção, pela prendinha adiantada que me deram ontem! :D Vamos lá ver quem sai vencedor do jogo de hoje... Ia rir-me como uma perdida se a Grécia se armasse em engraçadinha e desse cabo dos Alemães... A ironia... Ia ser épica! XD E amanhã é que interessa a sério: Espanha ou França? Venha o diabo e escolha... Mas eu sempre preferia a Espanha... A coisa fica mais aguerrida quando se trata de jogos com nuestros hermanos. ;)
Já agora: muito obrigada Selecção, pela prendinha adiantada que me deram ontem! :D Vamos lá ver quem sai vencedor do jogo de hoje... Ia rir-me como uma perdida se a Grécia se armasse em engraçadinha e desse cabo dos Alemães... A ironia... Ia ser épica! XD E amanhã é que interessa a sério: Espanha ou França? Venha o diabo e escolha... Mas eu sempre preferia a Espanha... A coisa fica mais aguerrida quando se trata de jogos com nuestros hermanos. ;)
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Força, Portugal! :D
Bora lá chegar boas ao Cech e companhia! :D Já que vou perder horas de estudo só para ver o jogo (Cof...Cof...Cof...) mais vale que valha a pena, certo? ;)
Ganhar vontade para estudar...
É disto que tenho de tratar. Tenho MUITO para estudar e pouco tempo para o fazer. Mesmo assim estou alapada em frente ao PC enquanto penso na morte da burra. Útil, não?
Toca a reunir a tralha de práticas administrativas e secretariado mais aquela maldita legislação e... Butes lá tratar de vida, que ela não faz nada sozinha...
Toca a reunir a tralha de práticas administrativas e secretariado mais aquela maldita legislação e... Butes lá tratar de vida, que ela não faz nada sozinha...
segunda-feira, 18 de junho de 2012
O parto do meu filho. :)
Hoje, o meu pequenino faz 21 meses. Isso significa que está à distância de 3 meses para deixar oficialmente de ser bebé (embora vá ser sempre o meu bebé - mesmo quando for homem de barba feita!). Deu-me cá umas saudades do dia em que ele nasceu... Por isso, resolvi usar o blogue para falar sobre essa experiência - talvez a mais poderosa que tive até hoje. :)
Não posso dizer que tenha sido um momento silencioso, daqueles em que vemos a mãe com uma luz fraquinha, música escolhida por ela, tudo tão perfeito que até assusta. Foi num hospital, com luzes de hospital, cheiro de hospital, batas de hospital, ... E mesmo assim, conseguiu ser perfeito. Acima de tudo, porque foi perfeito para nós. :)
É claro que tudo começou muito antes do parto, muito antes de estar grávida! Começou no momento em que a minha alma sentiu que podia viver com uma parte de si fora do corpo. Continuou no momento em que o amor que ainda andava perdido e pouco direccionado encontrou o seu destino - naquele teste de gravidez que eu simplesmente sabia que ia dar positivo, mesmo sem estar a contar. E todos os dias amei mais um bocadinho: mais 0,2... Mais 0,5... Todos os dias, forte e firme, amei o meu filho mais um bocadinho. Por isso, parece-me só lógico que o momento do parto seja aquele momento em que não consigo falar sem chorar. Não porque doeu ou porque aconteceram coisas que eu não queria que acontecessem. Choro porque foi O momento mais absolutamente cativante e maravilhoso pelo qual tive o privilégio de passar. Porque tinha a mão do meu marido ali, a segurar a minha enquanto me fazia ganhar força para pôr o meu filho no Mundo. Porque Deus deu-me um filho mais perfeito do que algum dia ousaria pedir.
Como posso pensar com amargura nas contracções? Se foram elas que me ajudaram a ter a única coisa que desejei desde sempre... Aqueles momentos passados na bola de pilates, em que respirava e pensava se seria mesmo desta... Doíam, sim! Mas o sentimento mais avassalador era aquele que se alojava quando pensava que poderia estar a chegar a hora de conhecer o meu Filho. Quando a bolsa de águas rebentou - eram 22h - veio o medo. Porque eu não era capaz de aguentar as dores e não ser medrosa! Deus, e onde ia eu encontrar força para fazer o meu filho nascer? Naquele momento, o meu marido chegou e foi ele quem me trouxe a força necessária. Porque o nascimento de um filho também pode ser feito através do pai! Cada segundo que me segurou nas mãos, cada palavra de incentivo e apoio, cada gargalhada brincalhona sobre um momento tão especial... Tem momentos em que isso pode ser mais eficiente do que todo o material médico junto. :')
Lembro-me, também, de estar a ouvir Alicia Keys. Foi perto da altura em que se deu a expulsão do meu filho e, algures entre as vozes de incentivo das enfermeiras e do marido, os meus próprios gritos e o caos que sentia, ouvi os últimos 30 segundos da música "Empire State of Mind". Mais uma força e o meu filho nasceu. Nascia ao som de Alexandra Burke - "Hallelujah". Sim, Hallelujah!!! O meu filho tinha nascido!!! Meu Deus, que eu sentia que era capaz de levar o Mundo nas costas... Era a Supermulher, pronta para tudo. Porque Deus ajudou-me e deu-me um saudável menino, que tinha nascido com 51cm e 3.680kgs. Entre o início do trabalho de parto e o fim, passaram apenas 10 horas. E em apenas 10 horas eu e o meu marido conseguimos passar pelo milagre mais repetido desde sempre: o milagre de dar a Vida a alguém. E naquele dia, fiz nascer um bebé que chorou a plenos pulmões e que veio quase logo para a maminha da mãe. Um bebé que hoje faz 21 meses. E que daqui a uns escassos 3 meses vai deixar de ser bebé e vai ser oficialmente um menino. :')
Não posso dizer que tenha sido um momento silencioso, daqueles em que vemos a mãe com uma luz fraquinha, música escolhida por ela, tudo tão perfeito que até assusta. Foi num hospital, com luzes de hospital, cheiro de hospital, batas de hospital, ... E mesmo assim, conseguiu ser perfeito. Acima de tudo, porque foi perfeito para nós. :)
É claro que tudo começou muito antes do parto, muito antes de estar grávida! Começou no momento em que a minha alma sentiu que podia viver com uma parte de si fora do corpo. Continuou no momento em que o amor que ainda andava perdido e pouco direccionado encontrou o seu destino - naquele teste de gravidez que eu simplesmente sabia que ia dar positivo, mesmo sem estar a contar. E todos os dias amei mais um bocadinho: mais 0,2... Mais 0,5... Todos os dias, forte e firme, amei o meu filho mais um bocadinho. Por isso, parece-me só lógico que o momento do parto seja aquele momento em que não consigo falar sem chorar. Não porque doeu ou porque aconteceram coisas que eu não queria que acontecessem. Choro porque foi O momento mais absolutamente cativante e maravilhoso pelo qual tive o privilégio de passar. Porque tinha a mão do meu marido ali, a segurar a minha enquanto me fazia ganhar força para pôr o meu filho no Mundo. Porque Deus deu-me um filho mais perfeito do que algum dia ousaria pedir.
Como posso pensar com amargura nas contracções? Se foram elas que me ajudaram a ter a única coisa que desejei desde sempre... Aqueles momentos passados na bola de pilates, em que respirava e pensava se seria mesmo desta... Doíam, sim! Mas o sentimento mais avassalador era aquele que se alojava quando pensava que poderia estar a chegar a hora de conhecer o meu Filho. Quando a bolsa de águas rebentou - eram 22h - veio o medo. Porque eu não era capaz de aguentar as dores e não ser medrosa! Deus, e onde ia eu encontrar força para fazer o meu filho nascer? Naquele momento, o meu marido chegou e foi ele quem me trouxe a força necessária. Porque o nascimento de um filho também pode ser feito através do pai! Cada segundo que me segurou nas mãos, cada palavra de incentivo e apoio, cada gargalhada brincalhona sobre um momento tão especial... Tem momentos em que isso pode ser mais eficiente do que todo o material médico junto. :')
Lembro-me, também, de estar a ouvir Alicia Keys. Foi perto da altura em que se deu a expulsão do meu filho e, algures entre as vozes de incentivo das enfermeiras e do marido, os meus próprios gritos e o caos que sentia, ouvi os últimos 30 segundos da música "Empire State of Mind". Mais uma força e o meu filho nasceu. Nascia ao som de Alexandra Burke - "Hallelujah". Sim, Hallelujah!!! O meu filho tinha nascido!!! Meu Deus, que eu sentia que era capaz de levar o Mundo nas costas... Era a Supermulher, pronta para tudo. Porque Deus ajudou-me e deu-me um saudável menino, que tinha nascido com 51cm e 3.680kgs. Entre o início do trabalho de parto e o fim, passaram apenas 10 horas. E em apenas 10 horas eu e o meu marido conseguimos passar pelo milagre mais repetido desde sempre: o milagre de dar a Vida a alguém. E naquele dia, fiz nascer um bebé que chorou a plenos pulmões e que veio quase logo para a maminha da mãe. Um bebé que hoje faz 21 meses. E que daqui a uns escassos 3 meses vai deixar de ser bebé e vai ser oficialmente um menino. :')
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Victoria Grant - a crise explicada por uma menina de 12 anos...
A menina de 12 anos do vídeo conseguiu cortar com rodeios e floreados para ir directamente ao cerne da questão: o peso dos mercados financeiros na actual crise económica. Talvez seja hora de dar voz a meninas em vez de políticos porque são, manifestamente, mais capazes de chegar ao centro do problema e detectar por onde se deve cortar. Pessoalmente, sugeria cortar a cabeça a meia dúzia de especuladores dos mercados financeiros mas podíamos começar por algo mais simples... Uma coisa tão maluca como os Estados aceitarem o facto que não podem viver acima das suas possibilidades! No fundo, isto não passa da aritmética de um orçamente familiar: se eu ganho 500,00€, o marido ganha 600,00€, não posso gastar 1.300,00€. Se me endividar com o banco, talvez até possa fazer essa vidinha de lorde meia dúzia de anos... Mas eventualmente, vou ter de devolver o dinheiro e aí, até a pele me vão tirar do corpo para poder pagar a dívida... Isto não é simples e óbvio? Então, qual é a dificuldade? Porque é que continuamos a dar abébias a esta corja?
(Agora aguardo que venham os teóricos de economia criticarem a minha visão simplista e leiga de ver a questão... XD)
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Portugal x Dinamarca
Ora bem... Diz que hoje é dia de jogo decisivo. Eu concordo! Eu aposto num generoso 1-0 para Portugal. E é generoso porque raios!!! Não conseguimos atinar com a baliza nem com promessas aos Santos!... Além disso, e uma vez que estamos na cauda da Europa na grande maioria das coisas, gostava de, pelo menos nalguma coisa, estar mais lá para a frente. Talvez barriga, ou pescoço... Seja como for, já tenho amendoins, cajus, coca-cola com cerveja e sofá confortável. Só falta ir buscar a minha companhia - o meu filho, que provavelmente passará o jogo a dizer-me "ah mamã, a bobolha" para evidenciar o facto de haver uma bola no relvado. ;) Coisa boa! :D
E já que falamos em futebol, aproveito para dar um recado a alguns desses pseudo-intelectuais da treta: em vez de criticarem os amantes do futebol, façam um exercício de auto-crítica, se faz favor. :) É que o facto de saberem recitar Niezstche, Dostoievsky ou Marx só faz de vocês papagaios. Escudarem-se nos livros que lêem ou na música que ouvem para se sentirem superiores, desdenhando de uma cultura tão válida como outra qualquer, é acto de gente limitada e pequena. Estúpida, para perceberem melhor! :) Portanto, por uma vez na vida, pull your head out of your asses e mordam a língua antes de desdenharem do futebol. Pelo menos, durante os jogos, ninguém adormece; o mesmo não se pode dizer das conversas que alguns pseudo têm, com recitações parvas de livros que só leram porque alguém lhes disse que era in.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Músicas com significado - parte I
Hoje a Antena3 resolveu presentear-me com a música Just Breathe, dos Pearl Jam. Não só é uma das minhas bandas de eleição, como a música e letras são deliciosas. Fiquei com a expressão que fico sempre que a oiço: com um sorriso daqueles que me põe lágrimas nos olhos. :')
Por isso mesmo, partilho uma das minhas all time favorites:
"Yes, I understand that every life must end, uh-huh
As we sit alone, I know someday we must go, uh-huh
Oh I'm a lucky man, to count on both hands the ones I love
Some folks they've got one, yeah, others, they've got none
Stay with me...
Let's just breathe...
Practiced all my sins, never gonna let me win, uh-huh
Under everything, just another human being, uh-huh
I don't wanna hurt, there's so much in this world to make me bleed
Stay with me
You're all I see...
Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see
No one knows this more than me
As I come clean...
I wonder everyday, as I look upon your face, uh-huh
Everything you gave
And nothing you would save, oh no
Nothing you would take
Everything you gave...
Did I say that I need you?
Oh, did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see
No one knows this more than me
And I come clean, ah...
Nothing you would take
Everything you gave
Hold me til I die
Meet you on the other side..."
quinta-feira, 7 de junho de 2012
6h...
Essa foi a hora de despertar hoje, com puto aos gritos e todo irritado. Ainda tenho os ouvidos a zumbir... Espero que o resto do dia seja melhor.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Mirror, mirror on the wall...
Who's the cutest of them all?
O meu filho, vestido com uma t-shirt de Nirvana que acabei de lhe comprar! :D
O meu filho, vestido com uma t-shirt de Nirvana que acabei de lhe comprar! :D
terça-feira, 5 de junho de 2012
Quanto mais se mexe na bosta...
Pior ela cheira! Estão a ver aquelas situações em que quanto mais sabemos, mais desejamos nunca ter sabido nada? Pois, hoje é um desses dias. Tenho tanta dificuldade em digerir estas codrilhices! Acho maravilhoso que as pessoas desculpem a sua veia alcoviteira com "tinha de lhe contar o que andam a dizer nas suas costas!". Tinham?! Ou terá sido a vontade de manterem a polémica acesa que as fez serem desleais? Não sei. Mas, para ser franca, prefiro não saber!!! Só por causa disso, vou ali comer a mistura de mousse de chocolate e mousse de chocolate branco que fiz há bocado.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
O passado!
O meu primeiro post!
Sempre disse que só teria um blogue no dia em que tivesse coisas interessantes para escrever. Tal como em muitas situações da minha vida, enganei-me redondamente! :) Hoje não tive um acontecimento marcante nem uma história maravilhosa para partilhar. Não tive um momento de inspiração genial e, em bom rigor, nem sequer tive inspiração alguma! Hoje foi mais um dia em que procurei trabalho, fui buscar e levar o filhote à escolinha, executei as minhas tarefas domésticas, estoirei dinheiro em mercearias e andei a passear-me pelo facebook. Mas hoje apetecia-me escrever num sítio diferente sobre temas diferentes, por isso... Cá estou eu. :)
E já que estamos numa de coisas desinteressantes, vou dar o jantar e o banho à cria. Pelo que estou a ver, já estão dois popós desfeitos e vai continuar se eu não largar o PC. :)
See ya! *
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